segunda-feira, 18 de abril de 2016

INSTINTO ANIMAL

Não me tirem para santo, 
Não sou perfeito
Tenho muitos defeitos
E tenho esse direito
Também desejo muitas vezes
O fruto proibido
Tenho pecados
Tento curar minhas chagas
Não é que eu deseje o mal
Mas cara, eu sou normal
Sinto raiva, tenho medo
Guardo segredos
Me encanto com olhar, com o luar
Que não posso tocar
Não me peçam para estar certo
Também dou passos errados
Apesar de querer sempre ter razão
Sou dominado pela emoção
Me jogo no chão
Me atiro no mar
Num mergulho encontro a solidão
Não procuro a escuridão
Mas nem todo dia tem sol
Nem todo jardim floresce
Nem todo deserto é seco
Não me peçam sorrisos
Também fico triste
Minha alma chora
Por que as vezes eu mesmo vou embora
Procuro a eternidade
Que sei que não vou encontrar
Me contento com a felicidade
Com a gota de liberdade
Adormece a fúria do meu ser
Naquilo que não posso ter
Mas não me levem a mal
Não quero ser exemplo
Sou como qualquer outro homem
Invadido por seu instinto animal.

Fabrício Colombo.

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