sexta-feira, 13 de maio de 2016

TEMPOS EXTREMOS


Extremismo são medidas radicais tomadas para resolver problemas sociais, políticos e religiosos. Portanto, o ato extremo é uma ação política. No decorrer da História várias vezes medidas extremas se fizeram presente. E também se fizeram presente à intolerância, conflitos e a própria guerra.

A Inquisição Católica ou a Jihad islâmica foram medidas extremas da imposição de um pensamento religioso sobre as sociedades. Quais foram seus resultados? Julgamentos injustos, morte, intolerância, tortura, violência. Ou seja, a não aceitação do outro, do diferente. Robespierre, líder dos jacobinos durante a Revolução Francesa, tinha boas ideias, defendia a igualdade, a justiça, mas se perdeu no seu extremismo, levando centenas de pessoas a perder a cabeça na guilhotina, inclusive ele próprio. Poderíamos citar vários outros exemplos de Adolf Hitler a Kim Jong-un. Todos tiveram como base o extremismo que favorece um lado (por isso tem apoio), mas aniquila o outro, claramente, aquele lado que não concorda com sua doutrina.
Analisando, principalmente as redes sociais na atual situação do nosso país podemos perceber vários atos de extremismo. Primeiro, porque as pessoas para dar sustentação as suas opiniões publicam inverdades, aliás, a mentira faz parte da ideologia de todo extremista. E quando o extremismo é de dois lados, a coisa começa ficar perigosa. As pessoas não se ouvem mais, apenas se acusam e tentam mostrar, muitas vezes com exemplos insanos que a sua verdade é a verdadeira. Discutir política, religião, é uma coisa; fechar a cabeça em uma ideia única e achar que ela é absoluta é extremismo, intolerância, radicalismo; causas básicas para conflitos físicos onde a razão foi derrotada. 
Fica evidente que nossa visão é contrária ao extremismo, pois este é um inimigo da liberdade, do bom senso, da paz. Lutar pelo que se acha justo não é ignorar o outro; não é eliminar quem pensa o contrário de nós. 
Fabrício Colombo.

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