terça-feira, 14 de junho de 2016

DEMOCRACIA: LIBERDADE E IGUALDADE

Os princípios básicos da democracia são a liberdade e a igualdade. Porém, estes princípios não eram respeitados na íntegra nem pelos gregos antigos, criadores da democracia. De lá pra cá, os princípios democráticos se mantiveram os mesmos, ora evoluindo, ora retrocedendo.
Tendo o nosso país como exemplo, logo perceberemos que nossa democracia é muito incompleta. Vejamos o caso da liberdade, que corresponde aos direitos de ir e vir, de expressão e de escolha. Os dois primeiros são realidades, pelo menos na lei, já que a violência e a falta de segurança compromete muito o nosso ir e vir. Mas não somos livres para escolher o nosso direito de participação, se queremos ou não participar do processo político. Trata-se de uma obrigação, portanto, não de um direito, neste caso de escolha. Mas isso ocorre por um motivo muito simples, os cidadãos brasileiros em sua maioria não são qualificados. Se o voto, sendo obrigatório como é, tem pessoas que o negociam, imaginem se ele for livre, vai virar leilão. O que nos falta é consciência e em alguns casos caráter, para compreendermos que o bem comum é mais importante que os benefícios individuais de alguns.
Entretanto, o problema maior de nossa democracia não é a liberdade e sim a igualdade. Nesse aspecto temos muitas dificuldades, desde lei que privilegiam alguns até a total falta de igualdade de condições e oportunidades. Não somos iguais perante a lei como é propagado. Infelizmente as condições socioeconômicas determinam nosso grau de igualdade, assim, como nosso status social: juízes, políticos, militares, promotores, entre outros que possuem fórum privilegiado. Portanto, existem vários fatores de desigualdade entre os cidadãos brasileiros, tanto social como econômico, cultural e de privilégios.
Dessa forma fica claro que nossa democracia é falha. Por que não podemos esquecer que democracia não é só o direito de votar e ser votado. É ter acesso à saúde, ao trabalho, etc. E não podemos esquecer fundamentalmente que é necessário conscientizar o povo, da sua importância numa participação social qualificada no processo democrático. Só que para termos cidadãos mais qualificados, se torna imprescindível uma educação realmente de qualidade, que prepare as pessoas não só para o mercado de trabalho como se prepara um robô, mas para uma vida mais humana, que seja capaz de compreender que o bem comum também lhe proverá o bem individual.
Fabrício Colombo.

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