sexta-feira, 17 de junho de 2016

LIBERDADE AO POETA

Liberdade, liberdade
me tire essa ansiedade
me peque no colo
conte-me uma história
que faça o sol nascer
iluminando o caminho
e que eu não siga sozinho.
Liberdade, liberdade
busque pra mim a felicidade
onde ela estiver, encontre-a
e traga para junto de nós
para acabar com esses conflitos
que me deixam aflitos
aborrecido, perdido.
Liberdade, liberdade
por ande anda a eternidade
aquela de ser livre
como correr pelo campo sem direção
pelo simples prazer de sentir o vento
sem se preocupar com o tempo.
Liberdade, liberdade
me arranque desta castidade
que como ferrugem em ferro
me corrói
fogo em brasa, queima aos poucos
e aos poucos me destrói.
Liberdade, liberdade
lembra daquele sonho
ele ainda não é verdade
continua na realidade amarga
ferindo a carne crua
mas nem sinto mais dor
que na alma nua vaga delirante.
Liberdade, liberdade
eu não quero esses castelos de infelicidades
muito menos ser um rei
as flores do jardim me bastam
para que eu possa colhe-las
e entrega-las
em um sorriso, a minha amada.
Liberdade, liberdade
eu não quero o poder sobre a humanidade
mandar em que não quer obedecer
ou em quem obedece por não ter
eu só quero o direito de escolher
a história que irei escrever.
Liberdade, liberdade
não me mate de saudade
me dê logo as asas
para que enfim
eu possa voar,
voar para bem longe,
longe de mim.
Fabrício Colombo

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