quarta-feira, 15 de junho de 2016

QUE CENA É ESTA

Que sorriso é este que vem me encantar
Fazer a minha euforia
Me deixa assim
A deriva do vento
E o que diria o poeta
Desta emoção
De já ter vivido algo parecido
A mesma chuva, o mesmo frio
As mesmas palavras
Talvez, iguais os gestos
E na rua você andava
E eu percorria, vagava deserto
Ao teu lado me sinto livre
Preso em teu olhar
Simplesmente calado ao te ouvir falar
Vou ficando admirado
Espantado, a tua voz
Canção que já ouvi
E lembranças vem em mim
De algo que não vivi
E de repente na mente
Cenas tão reais
Que ainda não compreendi
E o poeta nada diz com as palavras
Mas o meu desejo é de saber
Em que século será que te conheci
Me apaixonei e te perdi
E só agora te reencontrei
Mas eu já te procurava nas poesias
Onde escrevi o teu nome
Nas histórias que eu li
Você era a flor que eu dizia ser a mais bela
E que cena é esta
Que se faz presente
Quando nós frente a frente
Serão lembranças de um tempo perdido
Ou previsões de um beijo atrevido.
Fabrício Colombo

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